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Abusos Igreja
Grupo VITA reafirma "rigor" na atuação e critica discurso público "enviesado e distorcido"
É a resposta às críticas da Associação Coração Silenciado que considerou que as entrevistas às vitímas de abusos sexuais na igreja católica foram conduzidas de forma intrusiva e abusiva.
Em comunicado enviado este domingo, o Grupo Vita afirma que o procedimento seguido nas entrevistas cumpriu o regulamento e que a comissão que fez as entrevistas foi sempre constituída, no mínimo, por duas pessoas, "uma em representação do Grupo VITA e outra designada pela Equipa de Coordenação Nacional das Comissões Diocesanas de Proteção de Menores e Adultos Vulneráveis”.
Acrescenta que todas as entrevistas seguiram um "guião semiestruturado, baseado nas boas práticas nacionais e internacionais para a avaliação do impacto psicológico em situações potencialmente traumáticas, bem como nas orientações éticas e deontológicas previstas pela Ordem dos Psicólogos Portugueses".
Ainda de acordo com o comunicado, o "guião incluía perguntas abertas, permitindo que cada pessoa relatasse a sua experiência com liberdade e ao seu próprio ritmo" e quando o discurso era "vago ou pouco claro", eram feitas perguntas de clarificação, “nunca perguntas sugestivas, garantindo assim rigor metodológico e respeito absoluto pela narrativa de cada vítima”.
O Grupo Vita adianta que não tem conhecimento de qualquer queixa apresentada à Ordem dos Psicólogos e critica as declarações de António Grosso, que acusa de ter produzido um discurso "enviesado e distorcido", que gera "ruído e mal-estar entre vítimas e sobreviventes".
Em declarações à RTP, António Grosso afirmou que as entrevistas foram conduzidas de forma intrusiva e abusiva.